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Pesquisa investiga doses de radiação para tratar transtorno obsessivo compulsivo

  • Publicado: Quarta, 24 de Fevereiro de 2021, 09h46
  • Última atualização em Sexta, 26 de Fevereiro de 2021, 09h21
“Avaliação dosimétrica de planejamentos para tratamento de TOC em equipamento Gamma Knife Perfexion” foi o título da defesa de mestrado de Juan Valani Marques Souza, sob orientação dos pesquisadores Luiz Antonio Ribeiro da Rosa (PPG/IRD) e Simone Coutinho Cardoso (IF/UFRJ), apresentado na área de física médica do Programa de Pós em Radioproteção e Dosimetria do IRD, em novembro de 2020. A pesquisa trouxe uma resposta quantitativa sobre a dosimetria correspondente à região do cérebro tratada pela radiocirurgia em pacientes de transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Até 80% desses pacientes podem responder ao tratamento com fármacos associados à terapia comportamental. Porém há uma parcela dos que não respondem a essas terapias, que evoluem com grave comprometimento psicossocial com sofrimento intenso deles e seus familiares, ficando completamente limitados nas suas atividades. É nesse paciente grave e refratário ao tratamento clínico que o uso da capsulotomia com radiação pode ser indicada pelo psiquiatra e equipe médica envolvida na radiocirurgia . A radiocirurgia utiliza o equipamento Gamma Knife e as fontes de radiação emitem feixes de radiação que vão induzir uma modificação na região de interesse (lesão ablativa).
 
Para simular essa condição, no estudo, foram realizados arranjos experimentais e avaliados os resultados. Definidos os pontos de interesse foi feita a preparação para a irradiação. Foram utilizados dosímetros TLD-100. Nas irradiações para a calibração dos dosímetros foi utilizado um irradiador de cobalto-60 do INCA. Para a dosimetria do tratamento do transtorno obsessivo compulsivo, os dosímetros foram dispostos em um simulador antropomórfico, que foi posicionado tal qual o paciente no equipamento Gamma Knife. Estas irradiações do simulador foram realizadas nos equipamentos do Hospital do Coração, em São Paulo, e no Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro.
A demanda para o estudo surgiu a partir de indagações de uma equipe do HCOR, com a participação do físico médico Crystian Saraiva, ele mesmo um ex-aluno do IRD em sua pós-graduação. Os resultados fortaleceram o trabalho e corroboraram estudos dosimétricos da equipe. Foram tratados nove pacientes e todos fazem parte de um estudo clínico de radiocirurgia para tratamento de TOC. A parceria também envolveu o Lafrag, Laboratório da Radiação Gama e X do Instituto de Física da UFRJ.
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