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Uso de simulador impresso em 3D para estudar exposição à radiação dos trabalhadores em medicina nuclear

  • Publicado: Quinta, 25 de Fevereiro de 2021, 08h57
  • Última atualização em Sexta, 26 de Fevereiro de 2021, 09h19

Uso de simulador antropomórfico impresso em 3D para estudo da distribuição do equivalente de dose de extremidade em serviços de medicina nuclear foi o título da pesquisa de mestrado de Bruno Alves Brenga Vieira,  defendida em 25/02, pelo Programa de Pós-Graduação em Radioproteção e Dosimetria do  IRD, sob orientação de Marcus Alexandre Vallim. O simulador funciona como uma ferramenta de avaliação da distribuição de dose em extremidades para diversos modos de manipulação. Os pesquisadores explicam que o baixo custo de produção do simulador 3D implica em um potencial para popularização no estudo das doses em extremidades.

Devido às dificuldades práticas para analisar o ponto mais exposto dos indivíduos ocupacionalmente expostos, foi proposta no trabalho  a utilização da tecnologia de impressão 3D. A ideia é que seja utilizada pelos supervisores de radioproteção em Serviços de Medicina Nuclear para estudo e otimização do modo de manipulação. Com a configuração adequada, é possível realizar simulações que representem o modo de manipulação do IOE e dar subsídios para avaliar a área mais exposta a partir dos valores de dose da monitoração individual de extremidade com anéis ou pulseiras dosimétricas.

A exposição dos trabalhadores (IOEs) à radiação ionizante acontece nos serviços de medicina nuclear, que utilizam fontes não seladas. A dosimetria ocupacional é a área responsável pela monitoração de doses recebidas pelo indivíduo em função de suas atividades laborativas e/ou incidentes ou acidentes em que esse trabalhador possa estar envolvido.  De acordo com a legislação, o limite de dose para extremidades é de 500 mSv/ano. Estudos mostraram que há uma forte influência na avaliação das doses devido ao local de posicionamento do dosímetro para monitoração e essas diferenças no posicionamento podem subestimar a dose máxima que o trabalhador se submete em até 27 vezes.

Os dosímetros utilizados na pesquisa foram fornecidos pelo Laboratório de Dosimetria Termoluminescente (LDT/IRD). O posicionamento foi feito nas regiões de interesse das mãos e punhos e afixados em luva de borracha. Foram sugeridas algumas recomendação  no estudo, entre elas  realizar treinamentos mostrando o impacto que cada modo de manipulação pode ter na área mais exposta da mão e definir um modo de manipulação padrão para o serviço de medicina nuclear.

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