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IRD demonstra agilidade em simulado de emergência das Nações Unidas

  • Publicado: Segunda, 27 de Abril de 2020, 16h03
  • Última atualização em Segunda, 27 de Abril de 2020, 18h27


Tela do documento que retrata o bom resultado brasileiro na pronta resposta ao exercício simulado (IEC/AIEA)

Relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mostra o Brasil entre os países com melhor desempenho durante o exercício anual ConvEx-1b, ocorrido em 10 de março deste ano, cujo objetivo foi testar a comunicação de emergência entre o organismo internacional e os países-membros.  O resultado foi divulgado em 23 de abril, durante um seminário via internet realizado pelo organismo internacional do qual participaram profissionais da Divisão de Atendimento a Emergências Radiológicas e Nucleares (Dieme) do Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD/CNEN-RJ). O instituto é o Ponto Nacional de Alerta (PNA) para a Convenção de Pronta Notificação de um Acidente Nuclear e responsável por sua operacionalização, 24 horas por dia, 7 dias da semana.

    O ConvEx-1b é anunciado pela AIEA com duas semanas de antecedência aos 112 países signatários da Convenção, sem que sejam estabelecidos dia e horário. Espera-se que os PNA confirmem o recebimento da notificação do exercício num prazo máximo de 30 minutos. A Dieme foi acionada às 6 horas da manhã (horário de Brasília) do dia 10 de março pela AIEA. A resposta brasileira aconteceu em até 7 minutos, via procedimento específico. Na sequência, o instituto acionou a Comissão Nacional de Energia Nuclear.

    Cinquenta e sete por cento dos respondedores executaram o protocolo no tempo previsto. Entre os países com melhor resultado estão, além do Brasil, a Armênia, Bósnia-Herzegovina, Chipre, Alemanha, Hungria, Índia, Letônia, Luxemburgo, Polônia, Portugal, Rússia, Eslovênia, Espanha, Suíça e Emirados Árabes Unidos.

    A Convenção de Pronta Notificação foi criada em outubro de 1986, no âmbito da AIEA, como resposta à ausência de notificação do acidente nuclear de Chernobyl à comunidade internacional. O Brasil aderiu imediatamente à mesma, tendo sido ratificada pelo Congresso Nacional em 4 de janeiro de 1991.

    O IRD reúne especialistas em pronta resposta, com larga experiência, que atuam inclusive como consultores internacionais pela AIEA. Fora do horário do expediente, permanecem de plantão sempre cinco profissionais, sendo três da Dieme e outros dois das demais áreas técnicas do IRD, que trabalham de forma integrada para promover o uso seguro da radiação ionizante no país. O instituto é ligado à Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Comissão Nacional de Energia Nuclear, autarquia do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Reportagem: Lilian Bueno/ Ascom IRD

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