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Pesquisador da área de física médica do IRD comenta sobre os esforços para mitigar os efeitos da pandemia coronavírus

  • Publicado: Quarta, 18 de Março de 2020, 16h55
  • Última atualização em Quarta, 18 de Março de 2020, 17h00

Cancelamento de aulas, suspensão de eventos, medidas de higienização em transportes públicos, recomendações de autoridades de saúde e determinações de governos voltadas ao isolamento e contenção da pandemia do coronavírus (COVID-19). Todas as iniciativas fazem parte de um esforço mundial e devem servir como aprendizado para o reforço na cultura de segurança, incluindo melhores práticas em saúde pública, no mundo do trabalho e na vida cotidiana. Para entender um pouco mais sobre a questão e contribuir com a discussão de aspectos relevantes para a pesquisa, a ciência, a tecnologia e a inovação, a assessoria de comunicação do IRD conversou com o pesquisador Carlos Bonacossa.

Bonacossa possui mestrado e doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, pós-doutorado no Instituto Curie – Orsay, na França, e na Open University, Milton Keynes, Inglaterra. Com experiência na área de biofísica e biologia molecular, trabalha no Laboratório de Radiobiologia da Divisão de Física Médica do IRD. Ele destaca a necessidade de mitigar os efeitos da pandemia, seguindo-se as regras de isolamento e distanciamento social, e fala sobre a atividade nos laboratórios de pesquisas.

Foto de arquivo: Bonacossa durante trabalho de orientação a ex-aluna de mestrado

 

O cenário do coronavírus muda a postura do pesquisador em laboratório?
Sim. Os laboratórios de pesquisa em sua maioria são espaços compartilhados por um grande número de estudantes e pesquisadores. Dada a alta transmissibilidade do coronavírus, faz-se necessário, no momento, o uso racional desse espaço comum. Seguindo as orientações do MS para controle da pandemia, as atividades dentro do laboratório devem ser suspensas, devendo acontecer somente aquelas de manutenção, essenciais, que não podem ser interrompidas, como por exemplo o manejo de animais em biotérios, manutenção de banco de células, entre outras. Caso haja necessidade urgente de realização de alguma atividade laboratorial, deve ser respeitada a distância mínima de 1,5 a 2 metros entre profissionais, mantendo-se todos os procedimentos de higiene recomendados pelo MS e boas práticas de laboratório já conhecidas.

Quais são os pontos críticos para os profissionais que lidam diariamente nos laboratórios?
Na minha área de atuação, a biossegurança e a proteção radiológica são pontos que merecem total atenção. Nessa área há treinamentos específicos e observância das regras de proteção radiológica e boas práticas de laboratório, além das regras de biossegurança. Contudo, na situação atual, é necessária ainda a redução do contingente de trabalho nos laboratórios, tendo em vista a necessidade de distanciamento pessoal imposta pela pandemia do coronavírus (COVID-19).

Qual o impacto dessa pandemia na rotina cotidiana das pesquisas?
O impacto maior e mais direto será a diminuição do ritmo de trabalhos laboratoriais, projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológicos com consequente diminuição da produtividade e aumento do tempo para conclusão de trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses de mestrado e doutorado respectivamente. Tudo isso será agravado quanto maior for o tempo de isolamento necessário para a contenção da propagação do coronavírus. Portanto, os órgãos como a CAPES e os PPG deverão considerar a revisão de prazos para conclusão de trabalhos de mestrado e doutorado.

Você tem alguma recomendação ou comentário para os colegas pesquisadores, tecnologistas, assistentes, que ajudam a realizar pesquisa científica no Brasil? 
Todos nós devemos cumprir as recomendações de isolamento e distanciamento social, pois somente essas medidas serão capazes de mitigar os efeitos da pandemia. Obviamente, pesquisas relacionadas ao diagnóstico, prevenção e tratamento da infecção pelo coronavírus (COVID-19) devem prosseguir para que possamos contribuir para a superação da pandemia em nosso País.

Quer deixar alguma mensagem para os profissionais que estão trabalhando tanto no diagnóstico e tratamento quanto na busca por vacinas para o coronavírus?
Gratidão! Que todos consigam com seus trabalhos atingir o objetivo maior que é a preservação da saúde da população.

 

Lilian Bueno/ Ascom IRD

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