Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Últimas Notícias > IRD realiza curso de controle de qualidade e dosimetria em mamografia
Início do conteúdo da página

IRD realiza curso de controle de qualidade e dosimetria em mamografia

  • Publicado: Quarta, 30 de Outubro de 2019, 11h45
  • Última atualização em Quarta, 30 de Outubro de 2019, 11h53

Durante o curso controle de qualidade e dosimetria em mamografia, de 21 a 23 de outubro no IRD, foram feitas apresentações teóricas pelos especialistas IRD e desenvolvidos exercícios práticos aplicando conceitos e técnicas para tecnólogos e técnicos em radiologia e que trabalham com mamografia. De acordo com participantes, o conteúdo foi muito interessante e auxiliará a cada um no desempenho de suas funções. As aulas devem ser disponibilizadas para download no site IRD nos próximos dias, não apenas para os inscritos, para que a informação possa ser compartilhada ao máximo e contribua com a melhoria da qualidade dos exames de mamografia no país.

A otimização das doses de radiação em exames de mamografia possibilita que a quantidade de radiação empregada para a realização do exame seja a menor possível, gerando imagens com melhor qualidade, para que o médico possa chegar a um diagnóstico preciso. Nas apresentações ficou evidente a importância do controle de qualidade e como todos os detalhes são importantes para a realização de um exame de boa qualidade. O uso do protetor de tireoide para a realização da mamografia deve ser evitado, de acordo com o pesquisador da Física Médica IRD Claudio Domingues, pois implica em cerca de vinte por cento dos casos de repetição de exame, segundo estudo desenvolvido para seu doutoramento. Ele acrescenta que "o trabalho do IRD nessa área de mamografia e proteção radiológica é histórico, com contribuições muito relevantes”.

Domingues destacou ser necessário, com relação ao equipamento mamógrafo, testar sistema de compressão e vários outros detalhes, realizar análise de repetibilidade, gerar estatística e nos casos de erro identificar os principais motivos de repetição do exame. Ele desenvolveu um formulário para guardar esses dados e que serve para registro para os serviços de mamografia, que precisam ter implantado seu sistema de qualidade. Também a importância da realização de imagens com um simulador (phanton) foi enfatizado. “É preciso exercitar o senso de observação e manter o ambiente organizado, anotar testes e realizar um controle adequado”, afirmou.


O curso foi coordenado por João Feital e contou com participação de profissionais do IRD com grande experiência em radioproteção e em mamografia, como João Emílio Peixoto, que tem contribuições importantes em pesquisa no Programa de Qualidade em Mamografia do Instituto Nacional de Câncer, é professor do programa de pós-graduação do IRD e membro da Comissão de Qualidade em Mamografia do Colégio Brasileiro de Radiologia. Atua em mamografia, qualidade de imagem, câncer de mama, dosimetria, proteção radiológica e estimativa de risco carcinogênico das radiações ionizantes. Compuseram o time de professores João Ubiratan Delgado (metrologia das radiações), Claudio Domingues e Hugo Fonseca (área de física médica).

No mês dedicado à prevenção do câncer de mama, o curso foi especialmente preparado para contribuir com a qualidade dos serviços de mamografia, área em que o IRD tem forte atuação há vários anos, tendo sido pioneiro na implantação de programas de controle de qualidade e dosimetria em parceria com o Inca e importantes instituições de pesquisa nacionais. O treinamento foi o primeiro no formato e pela avaliação obtida a partir dos participantes, deve ser oferecido em novas oportunidades.

Outubro rosa

Outra iniciativa ligada ao outubro rosa foi a disponibilização no canal IRD Institucional e veiculação nas redes sociais, durante o mês de outubro, de entrevistas curtas com especialistas sobre tecnologias e técnicas importantes ligadas à radioproteção de pacientes que se submetem a exames diagnósticos para rastreio para câncer de mama. Detectado em fase inicial, o câncer tem alto índice de cura. Em um dos vídeos, Lucía Canevaro, pesquisadora da Divisão de Física Médica do IRD que atua em radiologia intervencionista, relatou que teve um câncer de mama diagnosticado em 2018. Ela já realizava como rotina todos os exames necessários, devido a um histórico familiar para câncer de mama. Após passar por cirurgia e tratamento, a pesquisadora registrou mensagem de incentivo, de apoio e de superação, ressaltando a importância da equipe médica, de seguir todas as recomendações e de como, no fim dessa jornada, a mulher pode sair mais forte, retornar à rotina, ao trabalho, ao lazer. “Ao mostrar a importância do primeiro passo na jornada,  o autoexame e a busca por informação de fontes confiáveis, a mulher se fortalece e fortalece o combate à doença”, afirma.

Ao longo de todo o ano, a postura atenta das mulheres é a melhor arma no combate à doença. O auto exame das mamas é essencial e todas as mulheres devem realizar, sob orientação médica, exames regulares para detecção precoce da doença. Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados. A prática de exercício físicos e amamentação são fatores de proteção contra esse tipo de câncer. 

Nas entrevistas em vídeo, o pesquisador João Emílio Peixoto lembrou sobre a importância da realização de um conjunto de exames de rastreio (não apenas a mamografia) e a importância do tratamento quando o câncer de mama é detectado.  Mulheres com histórico de câncer na família devem seguir a indicação médica para a realização dos exames. Lídia Vasconcelos, da mesma Divisão de Física Médica, ressaltou que o câncer de mama também pode atingir homens, embora seja mais prevalente na população feminina e destacou diferentes tecnologias disponíveis para diagnóstico. O combate às notícias falsas foi destacado pela pesquisadora Ana Dovales.  Estas e outras informações podem ser acessadas no canal YouTube IRD Institucional.

 

 

 

 

registrado em:
Fim do conteúdo da página