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IRD completou 47 anos de fundação em 21 de março

  • Publicado: Quarta, 20 de Março de 2019, 12h48
  • Última atualização em Sexta, 22 de Março de 2019, 11h48

O Instituto de Radioproteção e Dosimetria comemorou 47 anos de fundação dia 21 de março, com uma solenidade em sua sede, no Rio de Janeiro. Os diretores de Pesquisa e Desenvolvimento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), José Carlos Bressiani, e o diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da autarquia, Alexandre Groman, participaram do evento, entre outros representantes de sociedades científicas, associações e instituições parceiras, além de ex-diretores IRD.

O diretor Renato Di Prinzio destacou a missão do IRD de gerar e disseminar conhecimento e tecnologia para o uso seguro das radiações ionizantes, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida no país. O instituto é vinculado à CNEN e atua nas áreas de proteção radiológica, metrologia, dosimetria, segurança radiológica, ensino e pesquisa. Reúne laboratórios únicos no país capacitados para calibrar equipamentos essenciais para promover a segurança de pacientes em tratamentos médicos que utilizam a radiação ou profissionais ocupacionalmente expostos às radiações ionizantes.

O IRD já treinou mais de oito mil alunos em cursos de extensão desde 1976. Cerca de 200 mestres e doutores foram titulados pelo programa de Radioproteção e Dosimetria, que oferece formação em biofísica das radiações, física médica, metrologia e radioecologia. Anualmente são disponibilizadas 20 vagas de mestrado (curso oferecido desde 2001) e 10 de doutorado (oferecido desde 2010). Em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica, mantém o curso de especialização em Proteção Radiológica e Segurança de Fontes Radioativas, tendo formado 110 alunos. É referência nacional em metrologia das radiações ionizantes por designação do Inmetro e mantém um um comitê para avaliação de serviços de ensaio e calibração, atividades fundamentais para todas as aplicações da tecnologia nuclear em áreas de impacto social, como medicina, indústria, agricultura, pesquisa.  

O instituto mantém ainda uma equipe treinada e integrada para resposta a eventuais emergências nucleares e radiológicas no país e dá suporte às forças de segurança pública em grandes eventos, no que diz respeito à segurança radiológica e nuclear.


Antecedentes
O IRD originou-se do Laboratório de Dosimetria da Comissão Nacional de Energia Nuclear (LD/CNEN), instalado nas dependências da PUC/RJ em meados de 1959. Já na década de cinqüenta, trabalhos de aferição e calibração de instrumentos de medidas elétricas, ensaios para a indústria, emissão de pareceres sobre propriedade industrial, além de cursos de extensão e pós-graduação de máquinas elétricas, medidas elétricas e eletrônica eram realizados na Divisão de Eletricidade e Medidas Elétricas (DEME) do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), dirigida por Bernhard Gross. Estes trabalhos eram patrocinados, em parte, pela Comissão de Energia Atômica do Conselho Nacional de Pesquisas e, posteriormente, pela CNEN. 

Com a equipe do INT foram realizadas muitas pesquisas, em conjunto com os padres F.X. Roser e Cullen, ambos da PUC, os professores Carlos Chagas Filho e Eduardo Pena Franca, do Instituto de Biofísica da UFRJ. Era utilizada  fonte de radioterapia de cobalto-60, cedida pelo doutor Osolando Júdice Machado, chefe do Serviço de Radioterapia do INCA. Em 3 de junho de 1959, o presidente da CNEN, vice-almirante Octacílio Cunha, assinou um convênio com o Padre Arthur Alonso, reitor da PUC/RJ, estabelecendo que seria construído no campus da universidade, em prédio próprio, um Laboratório de Dosimetria (LD), destinando-se, primordialmente, às pesquisas de natureza metrológica técnico-legal (padronização e calibração), sob orientação técnica e financeira da CNEN. A nomeação do pessoal técnico-científico seria assinada pelo presidente da CNEN e pelo reitor da PUC. A criação do LD contou com a sugestão e assessoria do professor Gross e com a colaboração dos doutores Murphy e Edgard Meyer. O LD ficou subordinado diretamente ao presidente da CNEN.

Em abril de 1965, a física Anna Maria Campos de Araújo, então bolsista, foi contratada para o setor de Radioproteção e Dosimetria, assumindo a chefia do LD em 1968. Ao retornar da França, em 1969, onde concluiu seu doutorado, o doutor Rex Nazaré Alves passou a chefiar o LD. A convite da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Meyer integrou o sub-comitê Creation of Regional Dosimetry Facilities que sugeriu normas para criação de laboratórios regionais de dosimetria. Em 2 de junho de 1969, o presidente da CNEN, general Uriel da Costa Ribeiro, enviou uma carta dirigida ao representante do Brasil junto à Agência consultando sobre a possibilidade de instalar o Laboratório Regional de Dosimetria no Brasil.

Em 4 de fevereiro de 1970, através de um convênio firmado entre a Secretaria de Ciência e Tecnologia e a CNEN, foi autorizado o início da construção do prédio do Laboratório de Dosimetria em um terreno cedido pelo então Governo do Estado da Guanabara, localizado na Baixada de Jacarepaguá. Em 21 de dezembro de 1971, a Comissão Deliberativa da CNEN aprovou a denominação de Laboratório de Dosimetria (LD) da Comissão Nacional de Energia Nuclear. A nova instalação foi inaugurada em 21 de março de 1972.  O primeiro diretor do IRD foi Rex Nazaré Alves, entre os anos de 1972 a 1975 . Ele foi presidente da CNEN de 1982 a 1990.

 

Texto e Infográfico: Lilian Bueno/ Ascom IRD
(Texto "antecedentes": registros IRD e entrevista de Edgar Meyer para OPAS/OMS)
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