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Física Médica é tema de encontro científico no dia internacional dedicado à área

  • Publicado: Sábado, 01 de Dezembro de 2018, 23h16
  • Última atualização em Sábado, 01 de Dezembro de 2018, 23h18

O evento comemorativo pelo Dia Internacional da Física Médica foi realizado no IRD, nos dias 7 e 8 de novembro. No primeiro dia, discussões sobre temas atuais na área. No segundo dia, os palestrantes fizeram um resgate histórico das contribuições do IRD. A cerimônia foi marcada por homenagens a Anna Maria Campos de Araújo e João Emílio Peixoto, pesquisadores de grande contribuição à área de física médica no país.

A apresentação de Anna Maria Campos de Araújo, uma das fundadoras do IRD e supervisora até 2016 do Serviço de Qualidade em Radiações Ionizantes do Instituto Nacional de Câncer destacou estudos que ajudaram a melhorar a radioproteção no país. A avalição de técnicas em radioterapia, por exemplo, auxiliou na proteção ao cristalino em tratamentos radioterápicos. "Foi fei“a todo um estudo sobre a distribuição de doses”, salientou. “Aprendemos muito e ajudamos muito”, resume a profissional.


Participantes do encontro debateram temas atuais como formação do profissional, evolução das técnicas, novos desafios

Para controle de qualidade em medicina nuclear, foram feitos simuladores de fígado e cérebro, fabricados pelas áreas técnicas do instituto, em 1974. Entre outros desenvolvimentos, também foi produzido um kit para avaliação dos raios x odontológicos. Antigamente se fazia raio x em consultório de forma bastante comum. Hoje isso praticamente não existe, apenas em necessidades específicas. As pesquisas mostraram que a revelação do filme era inadequada e provocava incremento de doses para os pacientes.

“Também conseguimos acabar com a abreugrafia”, afirmou. A prática era um método rápido para obter radiografia dos pulmões e que registrava a imagem do tórax numa tela de raios X. O teste era solicitado em várias ocasiões. A própria palestrante lembrou que teve de se submeter ao exame para ingressar na Escola Nacional de Música. Para frequentar piscinas , por exemplo, era pedido tal exame. “Vários trabalhos que fizemos mostraram sobre os riscos e conseguimos contribuir para que o exame fosse banido”, conta.


Araújo mostrou ainda o primeiro livro que elaborou para abordar o tema aplicações de técnicas nucleares para crianças, uma solicitação feita pelo presidente da CNEN à época, Rex Nazaré Alves, de forma a popularizar e difundir o assunto.

Na palestra de João Emílio, o pesquisador que ainda mantém vínculo de colaborador do IRD e orienta pós-doutoramento no instituto a respeito de técnicas em mamografia, mostrou a primeira nota técnica do IRD discutindo a questão de controle de doses e como diminuir essas exposições nos exames médicos. “Reunimos informações de 1,5 milhão de pessoas e de 790 serviços, em clínicas e hospitais”, destaca.

Ao homenagear os dois servidores, o diretor do IRD Renato Di Prinzio lembrou de todos os que passaram pela área de física médica e ressaltou generosidade e competência técnica de Ana Campos, assim como a capacidade de João Emílio para desenvolver trabalhos que muito contribuíram para a formação da física médica no país. Ana Dovales, atual chefe da área e coordenadora do evento, ressaltou a responsabilidade que cabe à área, especialmente por esse legado de contribuições. “Para todos nós eles são referência até hoje”, conclui.

 

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