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Diretor do IRD ressalta o papel das mulheres na história do instituto

  • Publicado: Quinta, 08 de Março de 2018, 22h13
  • Última atualização em Terça, 20 de Março de 2018, 13h36

Durante evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, na sede do IRD, o diretor Renato Di Prinzio ressaltou a presença feminina na história do IRD. Destacou principalmente os desafios e conquistas da mulher até o momento atual, lembrando a presença feminina na liderança científica de importantes projetos nacionais. Todas as participantes receberam flores, para marcar a data.

Após a saudação, foi ministrada uma palestra sobre qualidade nutricional na vida da mulher moderna e houve uma confraternização.

Leia, abaixo, o discurso na íntegra:

“Em 1975 a ONU designou aquele como o Ano Internacional da Mulher e o 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher. Devemos ressaltar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.

Mulheres, a história de vocês é nossa história.

Mulheres que se tornaram refugiadas, vítimas de guerra, ou prisioneiras, por levantar a voz pedindo mais inclusão, mais respeito, mais justiça, mais igualdade.

Mulheres que quebraram paradigmas, que influenciaram, mudaram pensamentos, se opuseram à restrição de direitos. Em defesa da causa feminina e da igualdade de gênero.

Pioneiras em muitos campos, da ciência, da literatura, da música. Ainda têm desafios pela frente, ganhando menos que o homem em muitas áreas, tendo menos visibilidade e retorno financeiro. Vivendo ainda, para nossa indignação, situações de opressão e violência. E para elas nesse momento nossa voz, nossa indignação, nossa solidariedade. Que haja atitude para repudiar gestos assim, que devem ser combatidos e extirpados da nossa realidade.

A mulher precisa estar preparada para lidar com uma diversidade de problemas, situações, conflitos. Foram desencorajadas a aprender e tratadas de forma injusta em outros tempos - há nem tanto tempo assim.

Vale lembrar o exemplo de Marie Curie, com sua pesquisa pioneira sobre a radioatividade, pela descoberta do polônio e do rádio. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com o prêmio: a primeira vez em Química, em 1903, e a segunda em física, em 1911. A segunda mulher laureada com o NObel foi sua filha, Irene Curie.

Outras grandes mulheres merecem destaque por tornarem a ciência mais diversificada, mais plural. Tiveram que ser respeitadas e reconhecidas sobretudo por seu trabalho e dedicação.

Vocês já comandaram estações espaciais, mapearam o fundo dos oceanos, realizaram importantes descobertas na astronomia, fizeram acontecer na engenharia genética, na economia, na filosofia, entre tantas outras áreas, e com sua diversidade de papeis se empenham em ser mães dedicadas e na complicada gestão do lar. Merecem ter parcerias e uma rede que lhes dê todo o suporte necessário para que possam desenvolver tantas atividades. Em condições de igualdade.

Se olharmos para a história do IRD temos algo do que nos orgulhar. Na década de 1960, em um pequeno laboratório de dosimetria do Departamento de Pesquisas Científicas e Tecnológicas da CNEN, situado nas dependências da PUC-Rio, o nosso instituto se originou. Na direção deste laboratório estiveram o Doutor Edgard Meyer e a Doutora Anna Maria Campos de Araújo, e inicialmente apenas quatro servidores. Pudemos contar com a competência, o profissionalismo e a dedicação da Anna, uma referência para todos nós.

Tivemos como diretoras no IRD Dagmar Reis, Anamélia Drexler, Eliana Amaral e mais recentemente a Dejanira Lauria. Um feito que merece ser registrado, dentre todos os demais institutos da Comissão. Tivemos e ainda contamos com mulheres que são líderes de projetos e chefes de divisão e de serviços. A tecnologia nuclear foi e é um desafio; foi um campo desbravado pelas mulheres. Tornou-se uma tecnologia feminina.

Além disso, temos uma força feminina de trabalho que muito nos orgulha. Que dá suporte fundamental à atividade de pesquisa. Sem essa força administrativa, com certeza, não conseguiríamos realizar muito.

O dia de hoje pode e deve ser muito comemorado porque foi construído por mulheres que vieram antes de todos nós e que não se calaram ou fizeram o que era delas esperado. Sua luta permitiu que estejamos mais abertos e atentos para construir mais cidadania, mais oportunidades, mais empatia transformadora e interesse genuíno.

Não por acaso este ano em nosso calendário institucional dissemos que mudar o mundo está em nossas mãos. Acredito nisso, que em tudo o que fazemos estamos promovendo mudanças e melhorias, se assim o quisermos.

Feliz Dia Internacional da Mulher. Muito obrigada à força de trabalho feminina do nosso instituto e a todos vocês, colegas, homens que compõem essa força transformadora. Juntos vamos continuar a trabalhar, enfrentando com muita coragem tantos desafios que temos pela frente."

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