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IRD treina equipes das Forças Armadas para coletas de amostras ambientais

  • Publicado: Terça, 15 de Agosto de 2017, 15h52
  • Última atualização em Quinta, 17 de Agosto de 2017, 15h46

As áreas de radioproteção e emergência do IRD ministraram dias 15 e 16 de agosto treinamento para integrantes das Forças Armadas, entre eles Fuzileiros Navais da Marinha e grupos de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (QBRN)  do Exército e da Aeronáutica. O treinamento foi solicitado pelo Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), tendo em vista as coletas de amostras ambientais realizadas durante os exercícios simulados de  emergência da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto.

Na capacitação, foram abordados  desde os princípios norteadores da atividade de radioproteção em uma emergência até a análise das amostras coletadas, que devem seguir técnicas importantes para que se tenha uma avaliação adequada da situação. No campus do instituto, os participantes coletaram amostras de água, solo e vegetação, seguindo as recomendações e técnicas necessárias em uma situação real de emergência.
Foto: Laís Aguiar

Os participantes coletaram amostras de solo, água e vegetação 

As amostras de matrizes ambientais são preparadas seguindo-se controles e padrões para subsidiar decisões técnicas de equipes de radioproteção ambiental. Os instrutores do IRD detalharam os procedimentos e foram a campo com os participantes. Foram realizadas visitas aos laboratórios da Divisão de Radioproteção, para conhecer sobre as análises que identificam possíveis contaminações ambientais. O chefe da Divisão de Radioproteção do IRD Paulo Ferreira explica que os treinamentos vêm sendo realizados constantemente para capacitar as equipes e dar uma visão geral da atividade. "Com isso ganham todos os envolvidos e o sistema sai fortalecido", afirma.

Durante palestra, o pesquisador do IRD Elder Magalhães mostrou o mapeamento de radioatividade natural já realizado na região de Angra e como esse levantamento prévio é importante. A tarefa foi executada em rastreamento terrestre e permitiu estabelecer valores de taxas de dose para o entorno da usina e locais próximos. O sistema empregado já foi testado e validado e novamente será utilizado no exercício geral de emergência da central nuclear, em outubro. Os equipamentos também são utilizados em rastreamentos aéreos. “Isso é importante porque nos torna capazes de avaliar qualquer nível de radioatividade diferente do que é encontrado na região”, acrescentou. Raul dos Santos, chefe da Divisão de Emergência, abordou em apresentação sobre o Plano de Emergência e as atividades realizadas pelo instituto e demais organizações.

Nos laboratórios de radiometria, análises químicas e sala de preparação de amostras, as explicações de técnicos e pesquisadores detalharam processos e como cada avaliação é realizada, por meio de técnicas sofisticadas e equipamentos de alta precisão. De acordo com os participantes, o treinamento foi muito completo e permitirá um melhor desempenho em uma situação potencial de emergência ou em exercícios de simulação.

Zaira de Albuquerque Barros,  Capitã Farmacêutica do Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Roberto Teixeira, iniciou recentemente o trabalho na área de defesa QBRN, tem participado de vários cursos de capacitação, "mas não conhecia o IRD, nem os recursos e toda a tecnologia empregada pelo instituto". Segundo ela, foi muito interessante ter contato tanto com os pesquisadores quanto com os técnicos. "Pudemos experimentar não só a parte prática, mas absorver o conhecimento teórico agregado a isso,  o embasamento necessário para fazer uma  coleta perfeita, da maneira preconizada", afirmou. 

Este ano o exercício geral de emergência da central nuclear ocorre em outubro, envolvendo a operadora Eletronuclear, população local, o organismo licenciador - a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) -, e uma série de organizações integrantes do Sipron e entidades civis envolvidas no treinamento. O IRD mantém uma rede de monitoramento instalada na região de Angra dos Reis que funciona ininterruptamente sete dias por semana, durante 24 horas, todos os dias do ano, fornecendo em tempo real a taxa de dose de radiação local. Estes dados estão disponíveis ao instituto e ao órgão licenciador.

 

Reportagem: Lilian Bueno/ Ascom IRD

 

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