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IRD participa de simulação mundial de emergência em central nuclear

  • Publicado: Quinta, 22 de Junho de 2017, 17h47
  • Última atualização em Segunda, 26 de Junho de 2017, 11h31

O IRD participou, nos dias 21 e 22 de junho, do exercício mundial ConvEx-3, que simulou a ocorrência de um acidente nuclear na central Paks, na Hungria. Como Ponto de Alerta Nacional para a Convenção de Pronta Notificação de um Acidente Nuclear, o instituto recebe a notificação e passa a acompanhar o acidente simulado, ações adotadas e a participação dos Estados-membros da Agência Internacional de Energia Atômica(AIEA), organismo nuclear das Nações Unidas. Oitenta e dois países e onze organizações intergovernamentais estiveram envolvidas na atividade.


Na Divisão de Emergência, a equipe acompanha os relatórios enviados pela Agência Internacional de Energia Atômica

Nesta edição 2017 a Central Nuclear Paks teria enfrentado problemas nos reatores das unidades 1 e 2, tratando-se inicialmente de uma emergência equivalente ao nível 3 na escala INES, classificação internacional para nucleares e radiológicos. Na simulação, teria ocorrido a liberação de material radioativo.

Em outra etapa desse acidente simulado, amostras especialmente preparadas de matrizes ambientais foram analisadas em laboratórios nacionais. No IRD, no Lapoc (unidade da CNEN em Poços de Caldas) e em Angra dos Reis (pela Eletronuclear) foram realizadas avaliações de amostras de água do entorno da instalação, para comparar os resultados obtidos entre diferentes laboratórios, trazer mais elementos realistas ao cenário postulado para esse acidente simulado e contribuir com uma hipotética remediação local.


Amostras de água foram enviadas ao IRD para análise, trazendo elemento realista ao cenário postulado para esse acidente simulado 

O alerta foi recebido pelo coordenador da Divisão de Emergência do IRD, Raul dos Santos, às 2h30 da madrugada do dia 21 e, minutos depois, repassado ao Órgão Central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (SIPRON), aos plantonistas do IRD e à Coordenação de Reatores da CNEN. A Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear é a autoridade nacional competente para a Convenção de Assistência. As convenções internacionais de pronta notificação e de assistência são instrumentos jurídicos que facilitam o intercâmbio de informações e a prestação de ajuda em caso de um acidente nuclear ou emergência radiológica.

O objetivo de exercícios dessa magnitude, que ocorrem com intervalos que variam de três a cinco anos, é avaliar os mecanismos internacionais que estão à disposição dos Estados-membros da AIEA para o intercâmbio de informações e a prestação de assistência mútua. Com isso, há a expectativa de identificar deficiências nos sistemas de resposta a emergências, nos âmbitos nacionais, regionais e internacionais.

Desde o momento em que a autoridade competente designada em um país notifica a AIEA, a agência nuclear mantém-se em contato permanente com esse Estado-membro e quaisquer outros países potencialmente afetados. "Nossa capacidade de resposta é fundamental e adotar ações coordenadas e precisas é mais que um desafio. Participar de eventos assim sempre nos instiga a fazer mais e melhor nosso trabalho, que é de extrema importância para a  sociedade", declarou o diretor do IRD José Ubiratan Delgado.

O primeiro exercício internacional de emergência da série ConvEx ocorreu em maio de 2001, envolvendo acidente na usina nuclear francesa de French Gravelines. No segundo foi simulado um acidente na Central Nuclear de Cernavoda, Romênia, e o terceiro, em julho de 2008, teve como cenário a Central Nuclear Laguna Verde, no México. O quarto exercício da série simulou a ocorrência de uma bomba suja no Marrocos, em 2013. Este foi o único que não envolveu a simulação em uma central nuclear.

Em outubro deste ano, ocorrerá um exercício simulado de emergência na central nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, que envolverá equipes de especialistas e técnicos do IRD, além de profisssionais representando outras instituições nacionais. Como uma de suas principais atribuições, o IRD trabalha para promover o uso seguro da radiação ionizante no país. Reúne pessoal altamente qualificado em emergência, radioproteção, metrologia, física médica e dosimetria das radiações, que acumulou experiência em todas as etapas de resposta ao acidente radiológico com o césio-137, ocorrido em 1987 em Goiânia.

Texto e fotos: Lilian Bueno/ Ascom IRD

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