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O IRD

Missão do IRD

Atuar com excelência nas áreas de radioproteção, dosimetria e metrologia, gerando e disseminando conhecimento e tecnologia para o uso seguro das radiações ionizantes, visando a melhoria da qualidade de vida no país.” 

O Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) é uma instituição de pesquisa, desenvolvimento e ensino de referência nacional e internacional nas áreas de radioproteção, dosimetria, física médica e metrologia das radiações ionizantes, ligado à Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD) da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia,  Inovações e Comunicações (MCTIC). Atua em colaboração com universidades, agências governamentais e indústrias para promover o uso seguro das radiações ionizantes e da tecnologia nuclear.

Suas atividades de pesquisa, desenvolvimento, prestação de serviços tecnológicos e ensino têm possibilitado que os benefícios do uso das radiações ionizantes cheguem com segurança a um número cada vez maior de brasileiros. Possui extensa infraestrutura física e laboratorial. Sedia o Laboratório Nacional de Metrologia das Radiações Ionizantes (LNMRI, designado pelo INMETRO como referência nacional na área, rastreado diretamente ao Bureau Internacional de Pesos e Medidas nas três áreas de metrologia das radiações ionizantes.

Vista aérea do IRD
Vista aérea do IRD.
Foto: Piloto do drone: Vitor Frazão, direção fotografia: Luiz Tadeu Duarte


 O IRD tem forte tradição na formação de recursos humanos em seu Programa de Pós-Graduação em Radioproteção e Dosimetria, nas modalidades mestrado e doutorado acadêmicos. É um Centro Regional de Treinamento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para formar especialistas no Curso Lato Sensu em Proteção Radiológica e Segurança de Fontes Radioativas. Mantém um programa de bolsas de iniciação científica e oferece cursos de extensão nas suas áreas de competência. 

Possui representação em comitês técnicos e normativos nacionais e internacionais. Seus servidores são representantes brasileiros no Comitê Científico das Nações Unidas Sobre os Efeitos da Radiação Atômica (Unscear), no Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM) na Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP), entre outros. Está integrado ao Sistema de Monitoração Internacional das Nações Unidas como um dos Laboratórios de Medida de Radionuclídeos associados ao Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), por meio do qual opera uma estação de radionuclídeos e é um dos 16 laboratórios de referência, por sua experiência na determinação de radionuclídeos em amostras ambientais.


Cerca de 200 profissionais trabalham para contribuir com a segurança da população, dos trabalhadores que lidam com as radiações e do meio ambiente por meio de pesquisas, desenvolvimentos tecnológicos e inovações surgidas em nossos laboratórios voltadas a indústrias, instalações médicas, centros de pesquisa em todo o país.

O instituto detém extensa expertise no atendimento a emergências radiológicas e nucleares, inclusive a assessoria nessas áreas para suporte a eventos públicos de grande porte. Capacita profissionais de instituições públicas de segurança e defesa com papel na resposta a emergências.

Histórico

Foto: Piloto do drone: Vitor Frazão, direção fotografia: Luiz Tadeu Duarte

 


Em 21 de dezembro de 1971, a Comissão Deliberativa da CNEN aprovou a nova denominação de Laboratório de Dosimetria da Comissão Nacional de Energia Nuclear. As novas instalações foram inaugurada em 21 de março de 1972, data em que é comemorado o aniversário do IRD. Cabe destacar o empenho do Dr. Rex Nazaré Alves, primeiro diretor do IRD, na captação de recursos e procura do terreno para construção do prédio. Importante mencionar o papel do Dr. Günter Drexler, do GSF/Alemanha), e o Dr. Martin Oberhofer, do Joint Research Centre (JRC/Itália), como seus principais colaboradores no início da criação do IRD.O IRD teve sua origem na década de 60, em um pequeno laboratório de dosimetria do Departamento de Pesquisas Científicas e Tecnológicas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), situado nas dependências da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Na direção deste laboratório estiveram o Dr. Edgard Meyer e a Dra Anna Maria Campos de Araújo. Contando, inicialmente, com apenas 4 servidores, tinha como atribuição básica efetuar calibração de monitores de radioproteção utilizando fontes de referência e monitoração ambiental do impacto das explosões atômicas ocorridas no hemisfério norte. A metrologia das radiações ionizantes, no Brasil, teve um grande impulso a partir da doação a este laboratório, pelo INCa, do primeiro irradiador de cobalto para a calibração de dosímetros clínicos, em 1969.

Criado em 1972 como Laboratório de Dosimetria, o IRD é um centro de referência nacional em proteção radiológica promovendo o uso seguro das atividades que possam resultar na exposição do homem e do meio ambiente às radiações ionizantes.

Desde 1976, o IRD possui um Laboratório de Dosimetria Padrão Secundário reconhecido pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 1989, o INMETRO delegou à instituição a responsabilidade nacional no campo da metrologia das radiações ionizantes, sendo designado Laboratório Nacional de Metrologia das Radiações Ionizantes (LNMRI).

Em 1990 foi homologado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como coordenador de um dos sete centros mundiais de referência, chamados Centros Colaboradores da OMS, para proteção radiológica e preparativos médicos no atendimento a acidentes nucleares e emergências radiológicas. Atualmente é instituto de ligação com a OMS.

No período de 1974 a 2007, o IRD foi subordinado à Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear (DRS) da CNEN, atuando também na condução de inspeções regulatórias de radioproteção. No período de 2008 a 2016, pertenceu à Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD) da CNEN. A partir de 2017 o IRD passou a pertencer por breve período à Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear (DRS) da CNEN, voltando a ser parte da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento, como uma unidade de pesquisa da autarquia.

 

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